Tiradentes Cultural
Rede Tiradentes Cultural · Praça Tiradentes · 2012 — 2017
2012 — 2017

Cliente
Tiradentes Cultural
Empresa
Rede Tiradentes Cultural
Categoria
Comunicação & Produção
Quem fez acontecer
Comunicação / Produção / Realização
- André Martins / Grupo Scenarium
- Camila Torzecki / Grupo Scenarium
- Paula Camargo / Centro Carioca de Design
- Valeria Lima / Centro Cultural Carioca
- Sergio Manso / Centro Cultural Carioca
- Rodrigo Sant'Ana / Refeitório, Birosca
- Cacá Valente
- Izabela Pucu / Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica
- Camila Felix
- Luciana Rabello / Casa do Choro
- Daniel Dias / Teatro João Caetano
- Fabio Donato / Teatro João Caetano
- Glaucia Sundin / CRAB
- Pedro Rivera / Studio X
- Paula Vilanova / Centro de Artes Maria Teresa Vieira
- Arnaldo Vieira / Centro de Artes Maria Teresa Vieira
- Frederico Pellachin / Largo das Artes
- Bartira Bahia / Sebrae
- Marília Chang / Sebrae
- Daniele Machado / Sebrae
- Hugo Richard / Barracão Maravilha
Antes de falar da Tiradentes, deixo aqui um agradecimento a Camila Torzecki, gerente do Grupo Scenarium e principal responsável por me conectar a um projeto tão vivo, cheio de energia, transformador, criado por seres humanos fantásticos. Fui muito feliz aqui. Obrigado, Camis!
Origem e Propósito
O projeto surgiu por volta de 2012–2013, concebido e articulado pela Rede Tiradentes Cultural, um grupo formado por centros culturais, teatros, ateliês, galerias e empreendedores do entorno da praça.
Historicamente conhecida pela boemia, mas também por períodos de degradação urbana e estigma de insegurança, a Praça Tiradentes precisava de um fluxo comunitário contínuo após as reformas de reabertura do espaço e a retirada das antigas grades. O objetivo principal era reverter o esvaziamento do Centro nos fins de semana, devolvendo a praça pública ao pedestre por meio de cultura, economia criativa e patrimônio histórico.
A Dinâmica do Evento
A feira acontecia ao longo de todo o dia, geralmente das 11h/13h até as 20h, conectando diferentes frentes artísticas e de convivência:
- Música e Rodas de Samba: O ponto alto costumava ser a programação musical ao vivo no centro da praça, com rodas de samba tradicionais, bandas instrumentais, fanfarras e DJs que mantinham o clima de festa de rua.
- Economia Criativa e Design: Dezenas de barracas ocupavam os arredores da estátua de D. Pedro I, reunindo moda independente, brechós, artesanato autoral, papelaria e artes visuais.
- Gastronomia de Rua e Cerveja Artesanal: Havia uma seleção diversa de expositores gastronômicos, comida típica de rua, opções vegetarianas/veganas e cervejarias artesanais locais.
- Atividades Formativas e Infantis: Oficinas de arte, contação de histórias, peças infantis e debates ao ar livre eram frequentes na grade matutina e do início da tarde.
- Visitas Guiadas e História: O evento frequentemente oferecia roteiros a pé (tours históricos) narrando a relevância da praça, palco de eventos capitais da história colonial e imperial do Brasil.
Integração com as Instituições do Entorno
O grande diferencial da Tiradentes Cultural era não se limitar ao chão da praça; o evento funcionava como uma âncora para os espaços vizinhos, que abriam as portas com horários estendidos e programações casadas:
- Grupo Scenarium
- Centro Carioca de Design
- Centro Cultural Municipal Hélio Oiticica
- Teatro Carlos Gomes
- Teatro João Caetano
- Real Gabinete Português de Leitura
- Refeitório
- Casa do Choro
- CRAB
- Studio X
- Centro de Artes Maria Teresa Vieira
- Largo das Artes
- Sebrae
- Barracão Maravilha
Legado e Impacto
A Tiradentes Cultural serviu como modelo de gestão compartilhada de espaço público no Rio de Janeiro, provando a potência da economia criativa como ferramenta de regeneração urbana sem depender exclusivamente de grandes orçamentos estatais. O projeto ajudou a reposicionar a região como um polo vibrante de arte independente, convivência democrática e celebração da memória carioca.
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Relatório de Pesquisa — Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa
As oportunidades e os limites das atividades culturais e criativas na Praça Tiradentes como indutoras do desenvolvimento territorial.




